
É fato desde que comecei a escrever aqui: A fase
não é boa.
O aspecto que acho mais importante na minha vida
não desanda nunca.
É complicado, pois cheguei à conclusão que minha
situação está entre o difícil e o impossível, será que existe uma palavra que defina
isso?
Difícil porque creio que já passei por quase todas
as dificuldades que se possar, digo quase todas, porque sempre há um jeito de
piorar, sempre há, isso é uma das maiores certezas que tenho.
Impossível, pois depois de passado tanto tempo, já
se vão alguns anos e inúmeras tentativas, já começo a pensar que talvez o meu
problema é uma deficiência que eu tenha que levar a vida inteira.
Eu estou fase da bizarrice, de coisas que eu
considero até mesmo surreais, o drama que eu faço que quase sempre vem
acompanhado de humor, tem se transformado em humor negro.Ter vivido a última
decepção, a última sessão de desprezo alheio, de algo/alguém
completamente/definitivamente que não vale uma sinapse de um pensamento meu. Foi
algo tão estranho que houve, que a ficha não caiu até hoje e dessa tragédia já
se passou um mês. Foi muito, mas muito estranho, creio que daqui há um ano eu
vou fazer piada, mas como é recente, doeu, está doendo ainda e lógico que em
situações assim, vêm os pensamentos clássicos: deve ser porque estou gorda, por
causa da cor, ter falado alguma coisa errada e o que mais me entristece: ter
demonstrado algum tipo de desespero.
Mas é como afirmei mais cedo, culpa minha, eu mesmo
que estou cavando minha cova, procurando sarna e quem procura acha...
"quem fica frequentando hospício acaba ficando doida também". Eu dou
é muita sorte, pois se eu morasse em São Paulo por exemplo, já teria encontrado
um "maníaco do parque" da vida e nem corpinho pra velório ia ter...
Dói ver, que muitas pessoas que estavam passando
pelo mesmo problema que eu já superaram, já mudaram de fase, já estão em outra.
Me mata saber que eu continuo na mesma... e com
alguns quilos a mais e mais velha também...
Não sei se é possível, mas é um misto de inveja e
admiração.
Inveja, porque eu também queria aquilo que elas
têm. E no meu orgulho (besta, aliás) achar que eu merecia tanto ou mais que
elas, admito essa fraqueza, mas às vezes me pego pensando assim.
E admiração, porque elas conseguiram e talvez,
porque não desanimaram, persistiram, quando tudo parecia perdido, elas tiveram a
humildade de continuar...
Diferente de mim, que só lamento, reclamo e que
ultimamente tenho sido tão covarde que nem de casa tenho saído.
Fase, quando a gente pensa nessa palavra vem a
ideia de algo que não é definitivo, que vai passar, que é transitório.
Mas o erro está em estar em pensar que por ser
transitório, vai passar logo... e não é assim, o que eu pensava que poderia ser
por uns 6 meses, passou pra 1 ano, 2 e já ultrapassou os 3 anos... se vai chegar
a 4, eu sinceramente não, espero que não, mas se chegar eu tenho alguma
escolha?
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