sábado, 19 de janeiro de 2013

Sobre as fases intermináveis



É fato desde que comecei a escrever aqui: A fase não é boa.
O aspecto que acho mais importante na minha vida não desanda nunca.
É complicado, pois cheguei à conclusão que minha situação está entre o difícil e o impossível, será que existe uma palavra que defina isso?
Difícil porque creio que já passei por quase todas as dificuldades que se possar, digo quase todas, porque sempre há um jeito de piorar, sempre há, isso é uma das maiores certezas que tenho. 
Impossível, pois depois de passado tanto tempo, já se vão alguns anos e inúmeras tentativas, já começo a pensar que talvez o meu problema é uma deficiência que eu tenha que levar a vida inteira.
Eu estou fase da bizarrice, de coisas que eu considero até mesmo surreais, o drama que eu faço que quase sempre vem acompanhado de humor, tem se transformado em humor negro.Ter vivido a última decepção, a última sessão de desprezo alheio, de algo/alguém completamente/definitivamente que não vale uma sinapse de um pensamento meu. Foi algo tão estranho que houve, que a ficha não caiu até hoje e dessa tragédia já se passou um mês. Foi muito, mas muito estranho, creio que daqui há um ano eu vou fazer piada, mas como é recente, doeu, está doendo ainda e lógico que em situações assim, vêm os pensamentos clássicos: deve ser porque estou gorda, por causa da cor, ter falado alguma coisa errada e o que mais me entristece: ter demonstrado algum tipo de desespero.
Mas é como afirmei mais cedo, culpa minha, eu mesmo que estou cavando minha cova, procurando sarna e quem procura acha... "quem fica frequentando hospício acaba ficando doida também". Eu dou é muita sorte, pois se eu morasse em São Paulo por exemplo, já teria encontrado um "maníaco do parque" da vida e nem corpinho pra velório ia ter...

Dói ver, que muitas pessoas que estavam passando pelo mesmo problema que eu já superaram, já mudaram de fase, já estão em outra.
Me mata saber que eu continuo na mesma... e com alguns quilos a mais e mais velha também...
Não sei se é possível, mas é um misto de inveja e admiração.
Inveja, porque eu também queria aquilo que elas têm. E no meu orgulho (besta, aliás) achar que eu merecia tanto ou mais que elas, admito essa fraqueza, mas às vezes me pego pensando assim.
E admiração, porque elas conseguiram e talvez, porque não desanimaram, persistiram, quando tudo parecia perdido, elas tiveram a humildade de continuar...
Diferente de mim, que só lamento, reclamo e que ultimamente tenho sido tão covarde que nem de casa tenho saído.

Fase, quando a gente pensa nessa palavra vem a ideia de algo que não é definitivo, que vai passar, que é transitório.
Mas o erro está em estar em pensar que por ser transitório, vai passar logo... e não é assim, o que eu pensava que poderia ser por uns 6 meses, passou pra 1 ano, 2 e já ultrapassou os 3 anos... se vai chegar a 4, eu sinceramente não, espero que não, mas se chegar eu tenho alguma escolha?