Ano que foi bom, acreditem, alguns momentos foram classificados como perfeitos, os melhores da minha vida.
De um primeiro semestre horroroso profissionalmente e de grande superação no segundo.
Marcado pela frustração de não ter passado tão bem em um concurso e da esperança atual de que a minha posição seja o suficiente para um contrato. Esse assunto, o tão aguardado concurso, serviu para que eu compreendesse que eu sou limitada, e isso não ruim e nem deve servir para que eu me coloque mais baixo. Percebi afinal de contas, que sou humana: passível de cometer erros, de ser preguiçosa, etc e tal.
Esse ano eu comecei a perceber o quanto eu me cobro, na minha cabeça, com os meus 30 anos, eu teria que:
- Ter um carro novo quitado, sempre limpo e de preferência não popular.
- Ter minha casa, muito bem decorada, bem localizada, que tenha dado uma bela entrada e com poucas e suaves prestações para pagar.
- Estar magra, na casa dos 60 kg, sem celulites, sem estrias, sem lei da gravidade agindo, sem falar no cabelo, a eterna obcessão, este com aquele ondulado natural quando eu acordo. (só no sonho mesmo)
- Efetiva em dois cargos, ganhando bem, tendo total domínio em sala de aula, não trazendo nenhum problema de trabalho para a minha vida pessoal.
- Viajando pelo menos 2 vezes por ano, viagens internacionais inclusive.
Mas reconheço é muita coisa.
E confesso também que a pressa atrapalha demais, por mim, eu teria tudo isso ontem.
Eu tenho muita pressa em ser feliz ou algo próximo disso. Pois confesso, hoje, eu vivo, sobrevivo, não sinto feliz em nenhum aspecto da minha vida.
Devo agradecer as coisas que possuo sim. Porém, essas são as indispensáveis como saude, um teto, família mais ou menos estruturada, comida na mesa todos os dias.
A cereja do bolo, esta que eu tanto procuro ainda não veio, não apareceu.
Todos aqueles tons coloridos que eu tanto busco, parecem que são inatingíveis em alguns momentos, às vezes, tenho a sensação que é impossível, que eu vou ficar a vida inteira nesse ritimo: ritimo de viver para pagar contas, contas essas que eu faço para suprir o vazio que invade às vezes.
Mas hoje é dia em que além de contabilizar os prejuízos, é dia de ser otimista, esperançosa.
Eu tenho um lema de vida: eu só ando pra frente, posso até estacionar em alguns momentos, mas nunca, nunca ando pra trás.
Que meu 2013, seja um ano de muitos e muitos passos adiante.
Seja o ano do novo.
De nova situação profissional e financeira (a estabilidade tão esperada), novos lugares, novas amizades, novas sensações e novo amor.
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