Fins de semana prolongados são ótimos para sair da rotina, dormir até mais tarde sem culpa e péssimos pelo simples fato de que nos levam a parar. E parar pra pensar.
Eu que estou eterna reflexão e não poderia ter sido diferente esses dias.
Alguns progressos, poucos retrocessos, até que no fim da contas está tudo bem.
A única coisa que me mata é o marasmo. Isso vale para todos os setores da minha vida, odeio as coisas estagnadas, eu gosto de movimento, fluidez...
Mas como lidar com uma fase de quando nada acontece? Quando se cansa de bater em tantas portas e constatar que todas estão fechadas...
O tempo que é sempre senhor razão, mostra que ainda bem que algumas portas foram fechadas a mim, pois se tivesse acontecido o contrário, seria uma sucessão de aborrecimentos.
Mas ter um coração completamente vazio é ruim.
É uma sensação de não saber o que fazer.
Sim claro, o correto é direcionar as energias para outros setores e confesso que funciona. Proporciona bons frutos, enfim, é bom.
Mas falta a cereja do bolo.
E pior, depois de tantos nãos, acabei ficando calejada, o que não deixa de ser todo ruim, aliás me poupa muita energia. Explico.
Tem coisas que realmente não são pra ser, não adianta insistir.
Há uma pessoa que eu era apaixonada, mas ele quer a mulher perfeita, por um tempo eu pensei que poderia me transforma nessa. Mas hoje vejo que não, é impossível e além do mais é degradante para mim.
Eu posso ser metida, orgulhosa, em alguns momentos invejosa, mau humorada de manhã, prepotente, etc e tal. Mas por outro lado eu sou amiga, leal, estudiosa, espirituosa. Juntando os defeitos e as qualidades é o que eu ser a pessoa que sou. Sinceramente, hoje, não vejo por que mudar, é minha essência.
O algo verdadeiro que quero tanto viver, vai acontecer naturalmente. E isso é uma questão de lógica, não tem magia, nada de sobrenatural nisso. Só um pouco de acaso.
O senhor quase perfeito vai me aceitar do jeito que sou e eu a ele.
É díficil colocar essa ideias em prática, muito aliás. Mas a gente vai insistindo, vivendo um dia de cada vez.
Dói um pouquinho...
Mas antes um coração inteiro do que um partido em mil pedaços né?
E é uma delícia perceber que depois de tantos nãos, eu estou aqui firme e forte, inteira e o melhor, sempre pronta para a próxima, ou melhor, o próximo.
E claro sair da fase borralho né!
Nenhum comentário:
Postar um comentário