terça-feira, 17 de abril de 2012

Sobre tristeza, incertezas e chatice


"Quero me encontrar mas não sei onde estou"

É simplesmente isso.
Há momentos em que a gente não sabe para onde correr. Já não se quer repetir as mesmas fórmulas que nunca deram certo e tampouco tem-se a coragem de usar novas...
Eu sou do tipo de pessoa que prefere um grande problema do que um vazio existencial;
Em minha religião, se fala muito em proteção: algumas coisas não acontecem, pois é uma espécie de proteção para algo de ruimque possa acontecer lá na frente...
Foi mais ou menos que tratei no post anterior.
Concordo... e até posso considerar isso como uma dádiva.
Porém... em épocas de que nada acontece e vive-se numa rotina nada colorida, confesso que dispensaria essa "proteção". Penso: pelo menos eu viveria algo, sentiria e no fim aprenderia... talvez, com os meus erros.

"Vai ficando complicado e ao mesmo tempo diferente"

Sim! Isso o que eu quero!
Movimento, agilidade, a tal fluidez que eu tenho buscado...

"Estou cansado de bater e ninguém abrir"

Já essa parte é assunto para um post inteiro...
Enfim, quanto mais o tempo passa, mais compreendo de que não se deve gastar vela com defunto ruim.
Bora botar na cabeça: tem gente não merece um milésimo de segundo do meu pensamento.
Amores platônicos só dão certo nos filmes da década de 30... 40, os de 50, 60 nem tratavam disso, de tão idiota que é essa ideia.
O príncipe encantado, ao invés de salvar a princesa está cuidando da vida dele e nem se lembra da existência da Cinderela.

"Não é a vida como está. Mas sim as coisas como são."

Pés no chão.
Odeio ter que dizer isso, mas o jeito é pegar esse monte de limão e fazer uma limonada!
E passou da hora de largar esse saco de batata podre que eu carrego há tempos!

segunda-feira, 9 de abril de 2012

Sobre liberdade, frustrações e futuro

Ultimamente tenho pensado muito no futuro.
Pra ser sincera, tenho muito medo do que possa vir a ser o meu futuro.
Muitas vezes, percebo que vivo num passado cheio de frustrações ou numa preocupação com um futuro nem de longe feliz. A ultima coisa que faço (e que seria o correto fazer) é viver o presente.
O presente que é uma chatice: problemas e problemas para resolver, resolvo um aparecem dois ou três.
E já que eu desejo tanto uma outra vida, resolvi fazer um exercício: Descreverei a vida que teria se "certas coisas" tivessem dado certo.

Situação 1

O ano é 1998, tenho 16 anos, enfim, o moço que "amava" resolveu namorar comigo. Um mês depois fui traída, mas eu já sabia que isso acontecer, afinal, todas o querem, nossa que orgulho namorar o moço mais requisitado.Eu sou demais!
Passados alguns meses, eu cada vez mais apaixonada e ele mais distante. Resolvo dar um dos golpes mais antigos do mundo: o golpe da barriga e deu certo. Pelo menos por um tempo.
Ele continuou vivendo a vida dele, estudando, fazendo cursinho.
Eu cada vez mais gorda.
Ele passou na federal e foi embora. E eu fiquei.
Fiquei com um filho, morando com pessoas que me fazem de empregada, pois depois que engravidei, meu pai me colocou pra fora e fui morar na casa da família dele.
Hoje, meu filho já é adolescente.
Quer morar com o pai e a madrasta. É só uma questão de tempo...
Moro ainda com a mãe do pai do meu filho. Tenho um subemprego, não consegui cursar uma faculdade. Não tenho namorado, também pudera, depois da gravidez, não consegui emagrecer. Daqui a pouco faço 30 anos e estou cada vez mais sozinha.

Situação 2

O ano é 2006, depois de 6 meses sendo cozinhada a banho maria, enfim, ele decidiu namorar comigo.
Enfim, já faz quase 6 anos.
Tudo bem que ele tem uma crises existenciais de vez em quando e me trata mal, mas é coisa que passa.
E também, super normal ele sempre ir para a cidade dele nos fins de semana e nunca me chamar.
E já ia me esquecendo, que super normal, algumas ligações que ele recebe durante a madrugada.
Estou com saudade, faz15 dias que não o vejo, fim de semana retrasado ele foi a uma festa com amigos. E semana passada com o feriado prolongado, ele decidiu viajar com os amigos.
Concluindo, daqui a pouco faço 30 anos e estou cada vez mais sozinha.

Situação 3
O ano é 2007, em um belo dia encontro um moço num bar da cidade: uma graça educado, bonitinho, inteligente.
De cara começou a namorar comigo. Como todo relacionamento: o começo, tudo ótimo.
Passado dois anos tudo esfriou, eu forço a barra e imponho para que moremos juntos. Foi assim que meu sonho de casamento foi pro ralo, nem eu, nem ele teria condições de bancar um cerimônia.
Ele apesar de ser uma pessoa fantástica possuia problemas familiares.
E agora, passado quase 2 anos de "ajuntamento" esses problemas agora são meus. Um sogro que requer atenção por motivos de saúde, uma sogra e uma cunhada que não gostam de trabalhar.
As ultimas me incomodam pois moro com elas. Ainda não temos nossa casa.
Até hoje não conheço um amigo dele e até hoje o meu "marido" não conversa direito com minha família.
Filhos? Se não tenho casa, como pensar nisso?
Tenho um "marido" mas estou perto de fazer 30 anos e me sinto muito frustrada.

Situação 4

O ano é 2011. O conheci da forma mais doida que se possa imaginar.
Creio que desde sempre, o que me fez presa a ele, foi a atenção que me dava. Sorte a dele, pois com tão pouca dedicação conseguiu muito.
Quase um ano de conversa, de pedir e pedir e nunca ser atendida.
Até que um belo dia, do nada, ele entrou na minha vida, digo pessoalmente, pois até então tudo era virtual.
Deu tudo certo.
Estamos juntos.
É dificil, pois ele tem suas crises existenciais e desconta em cima de mim.
Nosso relacionamento mesmo que recente já está caindo na rotina e ele tem tido umas atitudes estranhas: preferindo ficar em casa na internet e um sábado à noite do que ficar comigo.
Ele diz que gosta de mim, só que não tem vontade de me ver. Disse também que um dia ia me levar na praia, num feriado municipal, sim, não pode ser nacional,estadual, etc... tem que ser municipal.
Eu estou esperando, maio já está ai... se não der quem sabe agosto? Ou se não der fica pra 2013...
Estou com a pessoa que gosto, mas sinto que ela não está nem ai pra mim, vou fazer 30 anos e me sinto desprezada.


Confesso que depois desses dramalhões todos minha vidinha até que está boa.
É ruim demais só semear. Digo isso, pois é o momento que vivo: não fui beneficiada com nenhum tipo de colheita ainda. Minha compreensão, meu discernimento só me leva à direção do seguir em frente, não olhar para trás, não reclamar e buscar otimismo, fé, esse último o que anda em falta.

LIBERDADE, eu a tenho, mas eu não sei o que fazer com ela. Talvez se eu soubesse exatamente teria ido no show do Foofighters e "cagado" para esse sertanojo que persiste aqui na minha cidade.






FRUSTRAÇÃO, se resume ao fato de querer uma outra vida. Não gosto de ser solteira, não gosto de balada, queria estar em outra situação tipo essa:




FUTURO, simplesmente uma vida diferente da que tenho hoje. Eu quero e vou conseguir tudo isso:









E é isso!